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Voto de protesto e baixa participação, o “cocktail” beneficiou a extrema-direita, que conseguiu progredir um pouco por toda a Europa.
A escalada de bons resultados da extrema-direita e dos partidos conservadores na Europa começou logo na quinta-feira na Holanda. O Partido da Liberdade de Geert Wilders obteve 17% dos votos, que lhe valeram a eleição de quatro eurodeputados. O PVV conseguiu mesmo ser a segunda força mais votada a seguir aos democratas-cristãos de Jan-Peter Balkenende.
Na Áustria, o Partido da Liberdade foi o quarto mais votado a nível nacional, ao conseguir 13,8% dos votos. Os conservadores eurocépticos, liderados por Andreas Möltzer, vão ter dois eurodeputados em Estrasburgo.
No Reino Unido, o Partido antieuropeu e xenófobo British National Party conquistou o seu primeiro assento no Parlamento europeu, após uma votação que lhe rendeu perto de 8% dos sufrágios.
Mais a Leste, na Hungria, o partido nacionalista e populista elegeu três deputados. O Jobbik, Para uma Melhor Hungria, arrecadou 15% dos votos e o terceiro lugar.
Na Roménia, os ultranacionalistas liderados por Vadim Tudor, do Partido da Grande Roménia, obtiveram 7,2% dos votos e elegeram dois deputados na Europa.
De destacar ainda o avanço da extrema-direita na Finlândia, com a formação Tru Finns a conseguir perto de 10% dos votos e 13 eurodeputados.
A subida dos pequenos partidos mais radicais verificou-se também em Espanha, Bulgária ou Grécia, o que acabou por penalizar os governos.
Trata-se de um aviso claro aos partidos no poder, a braços com a crise económica.
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