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As eleições europeias estavam ao final da manhã a mobilizar poucos holandeses. Cerca de 13 milhões de eleitores são chamados às urnas para escolher 25 eurodeputados, num escrutínio que aponta para a abstenção como grande vencedora.
A crise financeira e a decepção com a classe política explicam o desinteresse. O escrutínio assume-se, por isso, como um teste ao sentimento europeísta. Um holandês defende que os Estados “devem salvaguardar os seus direitos e Parlamentos para evitar que a Europa se torne mais forte.”
O partido do primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende, é dado como o grande favorito. Os democratas-cristãos deverão recolher, segundo as últimas sondagens, 14% dos votos. Mais dois pontos que os trabalhistas do PVdA, a outra formação no poder.
Em ascensão está também a extrema direita. O partido da Liberdade, de Geert Wilders, deverá arrecadar 12% das intenções de voto. Um partido que segundo o chefe de Governo, apenas, lança dúvidas, mas não apresenta soluções.
A Holanda conhece os primeiros resultados, ainda hoje, contrariamente ao que dita a lei eleitoral europeia. Bruxelas advertiu o país no último escrutínio, mas o governo não manifestou intenção de alterar o procedimento.
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tags: Eleições europeias, Holanda, Política
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