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Os irlandeses votam na sexta-feira para as eleições europeias, vistas no país como um referendo à actuação do Governo face à crise económica e um teste à eventual mudança de sentimentos face à Europa.
O governante Fianna Fail deverá sofrer as consequências do descontentamento com o executivo.
O cabeça-de-lista do partido Eoin Ryan acredita que “muitas pessoas percebem que o Governo teve de tomar decisões difíceis. A população espera que a Europa possa resgatar o país da recessão”.
Um ano depois de rejeitar o Tratado de Lisboa, o eleitorado inverte a tendência e, na última sondagem, 54 por cento dos irlandeses dizem ser a favor do texto, que deverá ser submetido a novo referendo no Outono. Os apoiantes do Sinn Fein são dos poucos a continuar dispostos a bloquear o Tratado.
Face à crise económica, 81 por cento dos irlandeses acredita agora que o país está melhor dentro da União Europeia.
Questionado sobre a rejeição que, há um ano, abriu uma crise institucional na Europa, este irlandês explica que “na altura, havia um grande sentimento anti-Governo e várias pessoas usaram o voto para exprimir esse sentimento, o que faz parte da natureza humana”.
Tal como noutros países-membros, os candidatos irlandeses temem uma elevada abstenção. Mas a sublinhar os “ventos de mudança”, o partido Libertas – um dos principais opositores ao Tratado de Lisboa – é apontado como um dos grandes perdedores.
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tags: Eleições europeias, Irlanda
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