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A extrema-direita húngara está em marcha para Estrasburgo. O partido Jobbik deve eleger um eurodeputado nas eleições de Junho, indicam as sondagens.
O partido, que dispõe de um braço paramilitar, capitaliza o descontentamento provocado pela grave crise económica e recorre a um discurso xenófobo. O Jobbik quer preservar a herança nacional húngara, afectar os subsídios do Estado ao trabalho e criar uma unidade de polícia para combater o que designa de “crime cigano”
O vice-presidente considera que “o Estado húngaro trata, actualmente, os ciganos como animais. Não lhes dá dinheiro e ajuda para trabalhar, mas sim para procriar. O Estado leva a cabo uma espécie de programa de reprodução cigana” acusa o dirigente de extrema-direita.
Num país de dez milhões de habitantes com uma população cigana da ordem do meio milhão mas que permanece à margem da sociedade, este é um discurso perigoso. Esta é a opinião de um representante da minoria na localidade de Miskolc, no leste do país, que explica que “a difusão de slogans como estes são geradores de tensão nas pessoas simples que apenas vêem televisão pois acabam por criar dos ciganos a imagem de bodes expiatórios.”
Se as eleições nacionais agendadas para 2010 decorressem agora, o partido de extrema-direita criado há seis anos alcançaria cerca de 5 por cento dos votos e uma dúzia de mandatos num parlamento com 386 assentos.
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tags: Eleições europeias, Hungria
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