
Julgamento de Aung San Suu Kyi provoca mudança de atitude dos aliados da junta militar
26/05/09 20:05 CET
Direitos Humanos
mundo
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Em Myanmar, na segunda semana de julgamento, Aung San Suu Kyi testemunhou pela primeira vez, negando ter violado as regras da prisão domiciliária, por ter albergado um cidadão americano que se introduziu ilegalmente na sua propriedade.
O julgamento fez aumentar a pressão internacional sobre o regime birmanês, incluindo por parte dos seus aliados. A mudança de atitude foi sentida na reunião do Fórum Ásia-Europa.
Bill Ramell, secretário de Estado britânico dos Negócios Estrangeiros, explica que “até aqui os vizinhos asiáticos consideravam que a questão só dizia respeito ao Myanmar. Agora reconhecem que o que acontece na antiga Birmânia afecta toda a região”.
Aung San Suu Kyi terminava amanhã seis anos de prisão domiciliária. A junta militar levantou hoje a medida, mas a opositora vai continuar detida durante o processo. As actuais acusações podem valer-lhe até cinco anos de prisão e os seus apoiantes garantem que o julgamento é uma estratégia do regime para a afastar das controversas eleições do próximo ano.
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tags: Aung San Suu Kyi, Direitos Humanos, Myanmar
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