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Os partidos políticos franceses têm doze dias para mobilizar o eleitorado. Em França, a campanha para as eleições europeias de Junho começou oficialmente esta segunda-feira. Segundo a mais recente sondagem, 54% dos franceses tenciona não votar ou votar em branco.
Para Brice Teinturier, analista do instituto de sondagens TNS Sofres, não é de estranhar: “Uma eleição mobiliza quando há algo em jogo. É isso que dá a noção da utilidade do voto e que faz com que as pessoas se mobilizem. Vamos votar porque achamos que é útil ir votar. Para que haja este sentimento, é preciso que haja algo em jogo. E para que haja algo em jogo é preciso um confronto. E não vemos onde é que há confronto a nível europeu.”
Divididas em oito circunscrições, 161 listas, com um total de seis mil candidatos, estão em liça, para os 72 assentos a que a França tem direito em Estrasburgo.
A lista da UMP, União para um Movimento Popular, partido de centro-direita no poder, liderada; na circunscrição de Paris; pelos ministros Michel Barnier e Rachida Dati, vai à frente na corrida, com 26% das intenções de voto.
Os socialistas surgem em segundo lugar das sondagens, quatro pontos atrás da UMP, e apelam agora ao “voto eficaz”. Mesmo se a pré-campanha ficou marcada pela falta de unidade no seio do partido.
O terceiro lugar joga-se entre o MoDem, o Movimento Democrático, partido centrista de François Bayrou, creditado entre 11 e 14 por cento dos votos e a Europe Ecologie, que poderá arrecadar 10% dos votos, e é liderada por Daniel Cohn Bendit, co-presidente do grupo dos Verdes e figura emblemática de Maio de 1968.
O Novo Partido Anticapitalista, de extrema-esquerda, liderado pelo mais famoso carteiro de França, Olivier Besancenot, poderá convencer sete por cento do eleitorado. A mesma percentagem poderá alcançar a Frente Nacional, o partido de extrema-direita, de Jean-Marie Le Pen, que desde 1984 é deputado europeu.
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