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Dias depois de uma cimeira com a China marcada por várias fricções diplomáticas, a União Europeia fez hoje face à desconfiança russa com os avanços dos 27 no espaço da antiga União Soviética.
Em Khabarovsk, na Sibéria, o presidente russo Dmitry Medvedev não poupou críticas à parceria oriental firmada por Bruxelas com países como a Ucrânia, a Bielorrússia ou a Geórgia.
Medvedev afirmou que, “não quer que esta parceria consolide uma frente anti-russa, liderada pela União. Se tal não acontecer, se se trata apenas de cooperação económica, claro que não nos vamos opor e que desejamos o máximo de êxito a esta parceria”.
A cimeira União Europeia-Russia foi uma vez mais dominada pela questão energética. Bruxelas volta a enfrentar o mesmo dilema, entre obter mais independência do gás russo mas sem virar costas ao principal fornecedor.
O presidente da comissão, Durão Barroso, afirmou estar, “aberto a propostas para melhorar as bases de cooperação energética”, mas sem abandonar as regras previstas na carta energética, que Moscovo se recusa até hoje a ratificar.
O documento, que limita a participação da companhia russa Gazprom em empresas europeias é criticado por Moscovo, que exige oportunidades iguais para as petrolíferas dos dois lados da fronteira.
Na falta de um consenso, Moscovo ameaça virar-se para o mercado chinês.
Entretanto, Medvedev voltou a exigir à Ucrânia que pague o gás russo a preço de mercado. A crise do gás volta a pairar sobre o país por onde circula a maioria do combustível com destino à Europa. Moscovo parece decidido a voltar a recorrer à energia como arma de pressão diplomática nas relações com a UE.
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