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Rússia e União Europeia sentam-se, mais uma vez, à mesa das negociações para debaterem assuntos delicados. O mais importante é a segurança energética, questão em que Moscovo e Bruxelas não estão de acordo principalmente depois da tensão entre a Rússia e a Ucrânia que comprometeu o abastecimento de gás à Europa no início do ano.
Sobre esta questão Dmitri Medvedev defendeu, mais uma vez, o seu plano para o campo energético, ou seja, mesmo em plena crise económica, é preciso continuar a desenvolver projectos estratégicos no campo dos transportes e da energia. Rússia e UE concordam na importância de melhorarem os laços entre si, mas não é fácil chegar ao consenso porque as divergências são grandes.
A Rússia não viu com bons olhos o acordo firmado entre a UE e oito países do Caúcaso, Ásia Central e Médio Oriente, para a criação do chamado “Corredor do Sul”, uma rede de gasodutos para abastecer os países da UE.
Outro ponto de discórdia é o facto da Rússia, ao contrário da UE, insistir na criação de uma nova estrutura de segurança euro-atlântica e estar contra as tentativas de substituir este processo pelo alargamento da NATO às antigas repúblicas soviéticas.
O envio de observadores internacionais para Ossétia do Sul e Abcásia, na Geórgia, é outra das questões que opõe a União Europeia à Rússia.
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tags: Rússia, União Europeia
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