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Foi com uma mensagem forte que o Papa terminou uma viagem pastoral com contornos políticos ao médio oriente.
Antes de entrar no avião, Bento XVI quis colocar um ponto final na polémica sobre a readmissão do bispo britânico negacionista Richard Williamson no seio da igreja católica.
Numa referência à visita ao memorial de Yad Vashem, na segunda-feira, o sumo pontífice referiu que “os comoventes encontros lhe fizeram lembrar a visita a Auschwitz há três anos onde tantos judeus – mães, pais, mulheres, irmãos, irmãs e amigos – foram brutalmente exterminados por um regime ateu”. O chefe da igreja concluiu: “Esse terrível capítulo da história nunca poderá ser esquecido ou negado.”
O discurso do Papa não satisfez na totalidade alguns dos presentes como o presidente do parlamento israelita que, após as palavras de bento XVI, declarou não ser isso que “os judeus pretendiam ouvir de alguém que pertenceu à juventude hitleriana quando era adolescente”.
O Sumo Pontífice voltou a deixar uma mensagem política de reconciliação entre israelitas e palestinianos e de apoio a uma pátria palestiniana.
Ao longo dos 8 dias no Médio Oriente, o Papa vez questão de dar a entender que sabia da recusa do novo governo israelita em privilegiar a solução de dois Estados.
Apesar de pequenas polémicas, a viagem de Bento XVI à conturbada região foi considerada por Israel, pela Autoridade Palestiniana e pelo Vaticano, “um sucesso”.
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tags: Holocausto, Israel
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