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Bento XVI aterrou esta manhã em Israel com a condenação que todos esperavam ouvir contra o anti-semitismo.
No início da sua primeira visita ao Médio Oriente, foi na pista do aeroporto Ben Gurion que o sumo pontífice tentou dissipar a polémica sobre as recentes declarações de bispos fundamentalistas sobre o Holocausto nazi.
Acolhido pelo presidente e primeiro-ministro israelitas, antes de partir para Jerusalém, o Papa sublinhou ainda a importância de promover uma solução para o conflito israelo-palestiniano com a criação de duas pátrias, mas sem referir a palavra Estado.
“Hoje vou ter a oportunidade de me deslocar ao memorial do Holocausto para honrar os seis milhões de judeus mortos durante a Shoa. Infelizmente o anti-semitismo continua a surgir em várias partes do mundo, isto é inaceitável e devemos esforçar-nos por combater este sentimento e promover o respeito para os membros de todos os povos, tribos, línguas e nações”.
Mas para lá da desconfiança dos judeus, outros obstáculos esperam o papa, do lado muçulmano, depois das suas declarações em 2006, nas quais associara o Islão à violência.
Bento XVI vai reunir-se nos próximos dias com os responsáveis palestinianos para tentar relançar o processo de paz.
Em Jerusalém, cidade que o Papa quer abrir a todas as religiões, como afirmou esta manhã, o exército israelita reforçou a segurança na cidade mobilizando mais de 30 mil militares.
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