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Sem dinheiro e afinal também sem gás, a União Europeia e mais cinco países do Cáucaso e do Médio Oriente decidiram, em Praga, apoiar o gasoduto Nabuco.

O projecto é prioritário, para a Comissão Europeia. Mas não conseguiu convencer três países-chave da Ásia Central, grandes produtores de gás: Cazaquistão, Uzbequistão e Turquemenistão recusaram-se a assinar a declaração de apoio político ao projecto.

O gasoduto Nabuco visa ligar o Mar Cáspio até à Europa, através da Turquia – evitando, assim, a Rússia. Mirek Topolanek, na sua última reunião enquanto primeiro-ministro checo, e presidente em exercício da União, tentou minimizar a recusa dos três países. “Não têm o hábito de assinar este tipo de documentos”, explicou, ao mesmo tempo que louva as vantagens do futuro gasoduto: “O Corredor Sul não é uma via de sentido único para os gasodutos. Nós imaginamo-lo como uma nova rota da seda pela qual passam fluxos de informação, de pessoas e de energia, em ambas as direcções.”

Uma rota da seda que precisa de gás, para funcionar. E o Azerbaijão, que assinou o projecto, só pode fornecer um quinto do gás necessário ao gasoduto.

Sem garantias de aprovisionamento, o Nabuco, orçado em de oito mil milhões de euros e previsto para 2014, continua sem avançar.

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tags: Azerbaijão, Gás, Turquia