
Paquistão, elemento-chave na estratégia de Obama para o Afeganistão
06/05/09 18:23 CET
Política externa
mundo
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O sucesso da estratégia de Obama para o território afegão passa forçosamente pelo Paquistão. Aliado instável da luta antiterrorista norte-americana desde o 11 de Setembro, está entre as prioridades de Washington devido à crescente presença Talibã no país, que põe em causa os esforços desenvolvidos durante oito anos no vizinho Afeganistão.
A cooperação plena de Islamabad é portanto essencial, “manobrando” as susceptibilidades para evitar que a população se vire contra o regime.
“O presidente Asif Ali Zardari deveria enviar a Obama a mensagem de que não somos um ‘brinquedo’. Não queremos ser manipulados pelos Estados Unidos. Queremos decidir por nós próprios.”
O Paquistão decidiu por si só, em nome do livre arbítrio, a instauração da sharia – ou lei islâmica – no vale de Swat, bastião dos extremistas, em troca de um cessar-fogo. Mas a estratégia não deu frutos. Os talibãs não respeitaram o acordo e Washington perdeu confiança em Islamabad.
“Os Estados Unidos não têm muitas das ferramentas necessárias para concretizar políticas no Afeganistão e no Paquistão. O problema está na ameaça que o Paquistão ainda sente por parte da Índia, não de militantes oriundos do seu território. Até que esta situação estratégica mude, não veremos qualquer tipo de progresso no país.”
Washington tem dificuldades em convencer Islamabad do perigo terrorista, da necessidade de resolver a questão dos insurgentes dos dois lados da fronteira e de que a situação geográfica impõe uma cooperação estreita entre Paquistão e Afeganistão.
Os dois países têm um longo historial de desconfiança. A necessidade norte-americana de uni-los face à ameaça terrorista está plenamente em jogo no “encontro de crise” em Washington.
O presidente afegão mantém-se uma incógnita. A decisão de Hamid Karzai de escolher como candidato à vice-presidência um antigo “senhor da guerra”, acusado de crimes de guerra e de corrupção preocupou aliados afegãos e internacionais, que temem um afastamento das hipóteses de estabilização regional.
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tags: Afeganistão, EUA, Política externa
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