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Com a Holanda em choque, os meios de comunicação especulam sobre os motivos do ataque que visou a família real durante as celebrações do Dia da Rainha.
Segundo a imprensa holandesa, tratou-se de um “acto desesperado” de um segurança privado que tinha perdido o emprego e seria expulso do apartamento onde residia.
No local da tragédia, esta mulher diz que “ainda treme” com a imagem do que aconteceu, que foi “inimaginável”.
O autor do ataque morreu em consequência dos ferimentos sofridos. O homem, de 38 anos, investiu ontem na direcção do cortejo real em Apeldoorn, no centro do país, atropelando mortalmente cinco pessoas e ferindo outras onze. Um dos feridos, um polícia, morreu hoje no hospital.
Antes de falecer, o atacante confessou que o alvo era a família real, sem avançar motivos. É o primeiro ataque contra a realeza desde o assassinato do fundador da dinastia, Guilherme de Orange, em 1584.
A Rainha Beatriz exprimiu na televisão o choque face à dimensão da tragédia e sublinhou o apoio “da família real e do povo holandês aos familiares e amigos das vítimas”.
Face ao sucedido, as autoridades holandesas estão a equacionar a participação da família real nas comemorações do fim da ocupação nazi, nos próximos dias 4 e 5 de Maio.
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