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Os homossexuais são grandemente discriminados em toda a União Europeia. A denúncia é da Agência Europeia dos Direitos Fundamentais, que recusa, contudo, apontar o dedo a este ou àquele país.
Homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais são “vítimas de discriminação, intimidação e assédio”, chegando mesmo a “agressões físicas” que, nalguns casos e em certos países, chegam a ser “mortais”. Numa Europa que se diz orgulhosa da sua diversidade, estes são sinais alarmantes, refere o responsável da Agência.
A discriminação começa na escola, onde os professores não estão preparados para lidar com a questão. Ela continua no mercado de trabalho, com riscos de despedimento mais elevados para os homossexuais. E chega mesmo ao sector da saúde, onde amiúde são vistos como “doentes”, o que, diz o relatório, conduz a uma elevada taxa de suicídios entre os homossexuais.
O relatório dá igualmente conta que muitos países não têm querido ou não têm podido assegurar a segurança das ‘Gay Pride’, o que levou, nos últimos anos, à violências nos desfiles – sobretudo em países do Leste da Europa, mas também na Suécia, por exemplo.
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