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Mudança estratégica na abordagem militar norte- americana no Afeganistão.
Barack Obama apresenta esta sexta-feira em Washington um novo caminho a seguir na luta contra o fundamentalismo islâmico.
Uma resposta da nova administração à violência que atingiu no território o nível mais alto desde o derrube do regime talibã em 2001.
A Casa Branca deverá enviar um número suplementar de 4.000 militares que se irão juntar ao reforço de 17.000 soldados anunciado em Fevereiro, o que elevará o contingente norte-americano a um total de 59.000 homens.
Uma mobilização que representa um aumento de 60% no custo das operações militares americanas, actualmente avaliado em 2.000 milhões de dólares por mês.
A presença militar de outros países mantém-se por agora em cerca de 30.000 soldados oriundos de uma aliança que compõe o ISAF e onde alguns países se preparam para reforçar o contingente.
Outro objectivo urgente dos Estados Unidos passa por treinar e formar o maior número possível de forças de segurança afegãs.
Washington pretende abordar pela primeira vez o problema do Afeganistão e do Paquistão como uma questão regional e quer evitar a todo o custo uma “talibanização” do território paquistanês.
Para além do controlo de uma zona onde a instabilidade não pára de crescer, a administração não deixa de perseguir os principais responsáveis da Al-Qaida que os serviços secretos acreditam estar escondidos na região tribal paquistanesa junto à fronteira com o Afeganistão.
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tags: Afeganistão, Barack Obama, EUA
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