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A Europa vai abrir os cordões à bolsa e ajudar a Ucrânia a modernizar a sua rede de gasodutos. Mas, em troca, os europeus exigem mais transparência.
Nesse sentido, foi assinada uma declaração comum que fixa os compromissos assumidos pela Ucrânia, em troca do financiamento da Comissão, do Banco Europeu de Investimento, do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento e do próprio Banco Mundial.
A Ucrânia compromete-se a pôr fim à corrupção no sector do gás, a fornecer tarifas transparentes de acesso aos gasodutos e a instalar contadores de gás à entrada e à saída do seu território
Em troca, ela espera arrecadar dois mil e 500 milhões de euros, para a modernização da rede de gasodutos, pela qual passa 80% do gás russo em direcção à Europa.
Há dois meses, a crise entre Kiev e Moscovo deixou uma grande parte da Europa privada de gás. A União Europeia não quer que este cenário se repita e prefere ajudar a Ucrânia a tornar-se um fornecedor estável.
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, já considerou “absurdo” o encontro entre a União e a Ucrânia e ameaçou rever as relações de Moscovo com a União se os interesses russos não forem tidos em conta.
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