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Edward Liddy, presidente da seguradora norte-americana AIG defendeu, no Congresso, os bónus de 165 milhões de dólares pagos a dirigentes do grupo com o dinheiro das ajudas públicas.
Estes bónus foram fortemente criticados pelo presidente Barack Obama, que no entanto descarta responsabilidades por parte de Liddy.
Para o presidente da AIG, os bónus são uma necessidade. Mas o senador Charles Schumer e Barney Frank, presidente da comissão financeira do Congresso, querem medidas exemplares. Diz Schumer: “Vamos ter este dinheiro de volta, através dos impostos. Quem recebeu estes bónus chorudos está avisado que, se não os devolver a bem, nós vamos fazê-los devolver a mal”. Frank acrescenta: “É tempo de exercermos o nosso direito de propriedade, porque o Estado é dono da maior parte da empresa, e dizer que não vamos pagar bónus, porque não os merecem”.
A garantia de aplicar impostos especiais à AIG foi dada pelo secretário do Tesouro, Tim Geithner. Mas a opinião pública continua a não poupar a empresa.
“Para mim, a AIG representa uma das maiores fraudes alguma vez vistas”. “É horrível que os grandes recebam estes bónus gigantescos e os pequenos estejam em perigo de perder o emprego”, dizem alguns transeuntes nova-iorquinos.
Geithner decidiu que a AIG só receberia novas ajudas estatais depois de devolver, através de impostos, o dinheiro que foi gasto nos bónus. O grupo recebeu 93 mil milhões de dólares do Estado e só aassim foi salvo da falência.
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