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Aumentar o nível de participação nas eleições de Junho é o desafio lançado pelo Parlamento Europeu. A única instituição europeia sujeita ao voto directo dos eleitores dos 27 Estados-membros vai lançar partir do dia 1 de Abril uma campanha para inverter a tendência registada desde o primeiro sufrágio popular em 1979.
O espanhol Vidal Quadras, vice-presidente do hemiciclo, confessou que gostava de ver uma participação maciça dos eleitores porque a base da democracia é a participação.
O parlamento europeu influencia actualmente dois terços da legislação comunitária, partilha com o Conselho Europeu a responsabilidade de aprovar o orçamento da União e tem o poder de confirmar ou demitir a Comissão. Mas paradoxalmente, ao mesmo tempo que a influência do parlamento aumenta, a participação dos eleitores é cada vez menor.
Para tentar contrariar esta tendência o Parlamento Europeu vai investir 18 milhões de euros numa campanha de comunicação. Como explica a directora da comunicação da instituição, Francesca Ratti, trata-se de um orçamento limitado, destinado aos 27 países, e que tendo em conta o número eventual de eleitores tem um custo per capita de cinco cêntimos.
As eleições europeias vão mobilizar 375 milhões de eleitores potenciais. Em Portugal o escrutínio está marcado para o dia 7 de Junho.
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tags: Eleições, Europa, União Europeia
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