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O desemprego continua a crescer nos Estados Unidos, a um ritmo superior a meio milhão de postos de trabalho perdidos, por mês.
O sector industrial é o que está a contribuir mais para o desemprego. Mas acaba por contaminar rapidamente outros sectores, como o terciário.
“É preciso muita resistência. Eu procuro online, vejo online algumas ofertas de emprego, anúncios de empregos, mas depois, quando os contacto, dizem que ainda não estão a chamar as pessoas”, diz um desempregado.
Uma mulher disse entretanto que já começa a perder a esperança:
“Ando nisto há dois meses e nada. Ja não acredito no mercado de trabalho e na economia, isto está a ficar muito mau. Não acredito que se resolva de um momento para o outro”.
Os últimos números do desemprego não deixam margem para grandes dúvidas. Desde o princípio da recessão, 3.6 milhões de americanos perderam o emprego.
Uma dor de cabeça para Barack Obama que espera a concordância do Senado, para o seu plano. Mas os resultados podem ser demorados, como adverte uma analista:
“O pacote de estímulos e os seus benefícios vão com certeza ajudar a criar emprego e a reduzir essa taxa de desemprego que temos agora de 7.6 por cento.O problema é saber se começará a produzir efeitos rapidamente. Mesmo que seja rápido, vai demoorar e temos pela frente meses difíceis”.
Os mercados continuam sem dar sinais de reanimação. Sobretudo Wall Street, porque a crise nasceu aqui.
Sabe-se quando começou a recessão, mas não se sabe quando acabará.
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tags: Crise financeira, EUA
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