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É o fim anunciado do movimento separatista dos Tigres de Libertação do Elam Tamil. As forças governamentais estão a levar a cabo uma ofensiva final para erradicar o movimento separatista dos seus últimos bastiões em zonas da selva na península de Jaffna no norte do país e a vitória parece iminente. No decorrer do assalto ao último reduto dos guerrilheiros separatistas, o exército anunciou ter tomado o “bunker” do líder dos rebeldes Tigres Tamil.
O Ministério da Defesa fez saber que o “bunker” estava equipado com geradores eléctricos, um sistema de ar condicionado e instalações médicas. O líder dos Tigres, Velupillai Prabhakaran, não se encontrava na infra-estrutura subterrânea escondida numa plantação de coqueiros na província de Mullaittivu.
Dados os progressos da situação político-militar no Sri Lanka, os quatro mediadores do conflito, Estados Unidos, União Europeia, Japão e Noruega, pediram a rendição dos rebeldes. O ministro norueguês da Ajuda e Desenvolvimento, Erik Solheim, “a fase da guerra convencional entre os dois exércitos acabou e devia haver uma transição para uma luta política com os mesmos objectivos, ou seja uma melhor representação da minoria Tamil no Sri Lanka.
De acordo com a Cruz vermelha Internacional há ainda dezenas de milhares de civis apanhados no fogo cruzado na zona de combates. Estima-se em 70 mil o número de mortos provocados pelo conflito que começou em 1972, com a luta dos Tigres Tamil, de religião hindu, pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka.
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