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Os Estados Unidos entraram na era Barack Obama, com emoção e optimismo, apesar dos rigores da crise económica e de duas guerras.
Frente a mais de um milhão de pessoas reunidas no centro de Washington, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos prestou juramento sobre a bíblia de Abraham Lincoln, o chefe de Estado que aboliu a escravatura no país.
Sobre a escadaria do Capitólio, construída por escravos, o candidato que prometera a mudança e homenageara ontem Martin Luther King, prometeu “preservar, proteger e defender a Constituição norte-americana”, acompanhado da mulher, Michelle e das duas filhas.
Uma cerimónia histórica, por várias razões, um presidente no pico da popularidade (78% segundo as sondagens) substitui um dos chefes de Estado mais impopulares do país, George Bush.
Optimista mas realista, o homem que quer mudar a América, pronunciou o seu primeiro discurso prometendo, “pôr fim aos dogmas da política norte-americana” e lançar uma “nova era de responsabilidade” na política externa do país.
O combate à crise económica, a retirada do Iraque, o reforço da ofensiva no Afeganistão, a reconciliação com os países árabes ou aposta nas energias renováveis fizeram parte do discurso do presidente.
A popularidade promete transformar-se nos próximos dias numa responsabilidade acrescida, quando o novo presidente se pronunciar sobre a política económica e externa do país.
Obama garantiu hoje que chegou, “a hora dos Estados Unidos decidirem a sua história”, falta agora saber com que linhas será escrita a mudança.
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tags: Barack Obama, EUA
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