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A Europa assiste, impotente, a um novo capítulo da crise do gás entre a Rússia e a Ucrânia.
Um dia depois da petrolífera Gazprom afirmar ter retomado o abastecimento, o gás russo continua sem chegar aos lares europeus.
Kiev e Moscovo trocam acusações sobre a responsabilidade da falta de pressão nos gasodutos que impossibilita a retoma do fluxo normal do combustível.
Os observadores europeus, que controlam desde ontem as instalações dos dois países, não se pronunciaram ainda sobre a situação.
Face à passividade da União Europeia, Moscovo prepara-se hoje para assumir o papel de mediador junto dos países mais afectados pelo corte no abastecimento.
O primeiro-ministro Vladimir Putin vai reunir-se hoje com os responsáveis Búlgaros e Eslovacos que dependem a quase 100 do fornecimento russo e que deverão deslocar-se também a Kiev.
A União Europeia tinha conseguido obter um acordo entre os dois países para pôr fim à suspensão do fornecimento de gás, mas sem resolver a questão que está na base do diferendo. Kiev recusa-se a pagar o combustível ao preço exigido por Moscovo, que representa mais de 40% do valor actual.
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