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A Europa passa ao ataque na crise do gás entre Rússia e Ucrânia. Um ataque que surge um dia depois da Gazprom ter anunciado a retoma do fornecimento aos países europeus e da Ucrânia ter impedido o trânsito do combustível.
Kiev e Moscovo continuam a trocar acusações sobre a responsabilidade do não fornecimento de gás para a Europa, numa novela que começa seriamente a irritar os Vinte e Sete.
Durante um discurso no Parlamento Europeu, esta manhã, Durão Barroso passou ao ataque. O presidente da Comissão Europeia disse querer “enviar uma mensagem muito clara a Moscovo e a Kiev. Se o acordo patrocinado pela União Europeia não for respeitado, a Comissão vai aconselhar as companhias europeias a levaram o caso para os tribunais e pedir aos Estados membros uma acção concertada para encontrar formas alternativas de fornecimento de gás.”
Os observadores europeus controlam as instalações dos dois países desde ontem, mas ainda não se pronunciaram sobre a situação.
Kiev acusa Moscovo de querer introduzir gás num gasoduto que não estava previsto para a exportação mas para consumo interno. A Gazprom rejeita as acusações.
Com um dos Invernos mais rigorosos dos últimos anos, os europeus continuam a pagar o preço de um conflito que, à partida, não lhes diz respeito.
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