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A Alemanha não vai respeitar os critérios de Maastricht em 2010. O endividamento do Estado vai ultrapassar os três por cento do PIB por causa do plano de relançamento económico aprovado esta segunda-feira pelos dois partidos da grande coligação.
A principal economia da Europa e maior exportador mundial enfrenta a pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Por isso o governo da chanceler Angela Merkel foi obrigado a entender-se e a agir rapidamente apesar deste ser um ano de eleições.
À saída da reunião de ontem na chancelaria entre democratas-cristãos e sociais-democratas, o líder parlamentar da CDU/CSU explicou que entre as várias medidas aprovadas uma destina-se à indústria automóvel que se encontra em grandes dificuldades.
O montante deste plano para os próximos dois anos eleva-se a 50 mil milhões de euros, que assim se junta ao pacote de 31 mil milhões aprovados no Outono.
O programa contempla também uma garantia de crédito às empresas de 100 mil milhões de euros, investimentos públicos e uma descida de impostos para as famílias mais carenciadas.
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