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Ainda não se sabe quando é que volta a correr o gás russo para a Europa, apesar de Rússia, Ucrânia e União Europeia terem assinado o protocolo sobre o controlo do abastecimento.

Os observadores europeus, russos e ucranianos podem começar a agir, mas o gigante russo Gazprom diz não ter recebido uma cópia do documento e, sem isso, não abre as torneiras.

Após um vai e vem entre Kiev e Moscovo, Mirek Topolanek, primeiro-ministro checo e presidente em exercício da União, conseguiu desbloquear a crise esta noite, com a assinatura do documento por parte do governo ucraniano. A primeira-ministra Yulia Timochenko explica que assinaram o protocolo para não serem acusados de impedir o abastecimento russo à Europa.

As operações de vigilância deverão começar ainda hoje e, após a retoma do fornecimento, são precisas 36 horas para normalizar o fluxo. Mas Moscovo deixa já um aviso. Se houver mais roubos, as torneiras voltam a ser fechadas.

A Rússia acusa a Ucrânia de roubar o gás destinado à Europa, o que Kiev desmente.

Apesar da assinatura do protocolo, a crise está longe de estar resolvida. O abastecimento à Ucrânia não terá lugar, pois os dois países ainda não conseguiram chegar a acordo sobre as tarifas para 2009 e o pagamento das dívidas.

Nos últimos dias, a presidência rotativa da União não poupou esforços para desbloquear o abastecimento. A Europa tem pressa, tendo em conta os elevados prejuízos económicos. Em plena vaga de frio, o corte do gás afecta 18 países, deixando milhares de pessoas sem aquecimento e dezenas de empresas fechadas.

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tags: Energia, Rússia, Ucrânia