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Esta sexta-feira foi um dia de muitas notícias para o sector automóvel. Nem todas boas, já que o sector é um dos mais afectados pela crise. Todas as marcas acusaram fortes quebras no último mês do ano.
A Opel pode vir a receber uma ajuda de 1,8 mil milhões de euros, mais do que a filial alemã da General Motors tinha pedido em Novembro, depois de uma queda de 10% nas vendas em Dezembro.
Já para a BMW as notícias não são nada favoráveis. A construtora da Baviera teve uma queda de 26% nas vendas, a nível global, em Dezembro, com a crise mundial a penalizar a procura.
No total do ano, construtoras como a BMW ou a Renault tiveram quebras na ordem dos 4%. O abrandamento global do sector foi de 4,8%.
As vendas da Renault caíram quase um terço, no último mês do ano, em relação a Dezembro de 2007. A construtora francesa é um dos grupos do sector com maior quebra nas vendas, no ano passado. Como outras empresas, também a Renault fechou fábricas, despediu trabalhadores e reduziu a produção em 2008.
Quem acaba de anunciar novas supressões de emprego é a Nissan. A construtora japonesa, detida em parte pela Renault, anunciou que vai eliminar 1200 postos de trabalho na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, como resposta ao enfraquecimento da procura. 800 lugares do quadro vão ser eliminados, a que se somam 400 empregos temporários que não vão ser renovados.
Finalmente, a coreana Ssangyong está à beira da falência. A empresa entregou no tribunal o pedido de protecção judicial. Ao mesmo tempo que anunciou uma redução nos salários de 30%. A Ssangyong é a mais pequena das cinco construtoras sul-coreanas.
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