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Em plena crise do gás, o quotidiano em vários países europeus é marcado pelo frio glacial e pela procura de soluções alternativas. Dependente a 92 por cento do gás russo que passa pela Ucrânia, a Bulgária limitou o horário de consumo das empresas. Várias escolas fecharam, enquanto noutras os alunos tentam combater o frio.
Esta professora explica que “a administração da escola forneceu aquecedores eléctricos”, mas a solução parece insuficiente para os alunos “encasacados”. Na Hungria, o panorama é semelhante. O aeroporto internacional de Budapeste mudou hoje do aquecimento a gás para o óleo. Grande consumidor de gás, a Hungria limitou a quatro horas diárias o consumo das empresas.
A situação é particularmente preocupante na Bósnia, sem reservas e totalmente dependente do gás russo. Com temperaturas a atingir os dez graus negativos, as lojas de Sarajevo esgotaram rapidamente as vendas de aquecedores eléctricos. Um terço da população passou a última noite no frio.
Este residente da capital diz que “o Estado devia ter feito mais para proteger a população. Outros países tem alternativas, mas a Bósnia não tem nada”. Segundo fontes oficiais, 72.000 casas em Sarajevo estão sem aquecimento, depois do corte dos abastecimentos de gás russo.
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