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De quem quer que seja a responsabilidade, a verdade é que não chega gás à Europa desde há várias horas. A crise agudiza-se. O continente volta a estar à mercê dos humores políticos e comerciais de Moscovo e Kiev, como esteve em 2006.
Diversos países confirmaram já ter deixado de receber o gás russo e anunciam restrições no fornecimento aos consumidores.
Áustria, Roménia, República Checa, Eslováquia e Húngria estão a sofrer já os efeitos do corte e outros países como a Polónia, a Alemanha, a Itália, a França preparam-se para o pior dos cenários, numa altura em que as temperaturas estão a negativo por toda a Europa e as condições meteorológicas prometem agravar-se.
A Comissão Europeia propõe o envio de observadores à Ucrânia para medir o volume de gás que transita entre os dois países.
A presidencia checa da Uniâo Europeia pondera a hipótese de uma cimeira tripartida para tentar uma solução para a crise.
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