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Bruxelas espera que a República Checa ratifique o Tratado de Lisboa durante a presidência da União Europeia. O antigo país comunista assume desde o dia 1 de Janeiro os destinos dos 27, mas os próximos seis meses não se adivinham fáceis. A passagem oficial do testemunho de Paris para Praga ocorre num contexto de múltiplas crises internas e externas.
o chefe de governo, Mirek Toplanek, dirige uma coligação minoritária, enquanto o presidente checo se assume como eurocéptico. Vaclav Klaus foi o único chefe de Estado europeu a congratular-se com a rejeição do Tratado de Lisboa.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lembra que “ao assinar um tratado, um país tem também a obrigação de o ratificar,” acrescentando, ser isso, que Bruxelas espera da República Checa.
Na resposta, o chefe de Estado checo disse que “gostaria de ver mais vezes em Praga, José Manuel Durão Barroso para o poder converter.” Klaus considera que desta forma seria possível alterar a posição do presidente da Comissão Europeia.
O Parlamento checo discute o Tratado de Lisboa em Fevereiro. Para facilitar a aprovação, Topolanek vai ligar a questão à ratificação de um outro tratado: o do escudo anti-míssil norte-americano.
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tags: Presidência da UE, República Checa
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