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A crise humanitária na Faixa de Gaza está a tomar dimensões difíceis de imaginar, diz a Cruz Vermelha. O número de feridos ultrapassa já os 2500. Muitos morrem à espera das ambulâncias, que são poucas e tardam a chegar. Todos os meios servem para levar os feridos até ao hospital de Shifa, que está sobrelotado e a funcionar graças aos geradores.
Ao fim de três dias de espera, uma equipa da Cruz Vermelha conseguiu, finalmente, entrar no território, enquanto espera reforços. “Se as condições de segurança o permitirem, estamos prontos a enviar outras equipas, com pessoal adicional, sobretudo do campo médico. O cerne da crise actual está nos civis, que precisam de ser evacuados para os hospitais e de poder receber os cuidados devidos. Nesta altura, há gente a morrer por falta de cuidados e falta de acesso”, diz Pierre Kraehenbuehl, responsável da organização.
Além dos bloqueios israelitas, os bombardeamentos constantes estão a dificultar o trabalho das equipas médicas. “Os condutores de ambulâncias e o pessoal médico estão a pagar com a vida o esforço de evacuar as pessoas, porque há F-16 e helicópteros Apache a sobrevoar-nos e a disparar sobre as pessoas, a matar civis e a aterrorizar toda a população”, diz uma voluntária. Alguns feridos estão a conseguir ser evacuados para o Egipto, através da passagem de Rafah, ou de avião para a Líbia, mas a dificuldade está a ser muito grande.
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