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Desde o inicio da ofensiva israelita, os habitantes de Gaza não têm descanso. Entre bombardeamentos e combates a população vive em estado de choque e muitos temem que o pior esteja ainda para vir.
A cidade de Gaza está cercada pelos tanques. Falta comida, água e electricidade. A ajuda que vai chegando não pode ser distribuída por razões de segurança. A cidade, já muito densamente povoada, está agora a receber também os habitantes do norte do território que procuram refúgio.
Um residente afirma: “Israel não tem piedade, abate tudo o que se mexe. Tudo o que mexe é um alvo para os judeus. Estão a bombardear as nossas terras, as nossas casas, as casas de todos os residentes. Dizem que não estão a atacar civis, mas estão a mentir”.
Os hospitais não têm mãos a medir e, mesmo onde há medicamentos e meios para socorrer os feridos, o pessoal médico e de enfermagem está à beira da ruptura, como explica este voluntário da Cruz Vermelha.
“As equipas, o pessoal médico, os cirurgiões estão extremamente cansados porque trabalham 24 horas seguidas. Não é fácil trazer mais equipas por causa das operações terrestres e porque Gaza está cortada em duas e as equipas de Rafah ou do Sul não podem passar para o norte”. Segundo fontes médicas, a penúria de medicamentos e de equipamento leva a que muitas vítimas acabem por morrer por falta de cuidados.
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