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A Lituânia quer adiar o encerramento da central nuclear de Ignalina até 2012. Em causa está o receio de uma maior dependência energética do país face à Rússia. Por razões de segurança e em virtude de um acordo celebrado entre Vilnius e a União Europeia, a central idêntica à de Chernobyl deve cessar actividade até Janeiro de 2010.
Mas as alternativas à antiga central soviética, não estão criadas e o chefe de Governo da Lituânia, Andrius Kubilius, teme o pior. “Não podemos garantir que após o encerramento da central, o abastecimento de electricidade seja suficiente e as soluções alternativas não se apresentam fáceis” afirma.
Mais de 90% dos lituanos é a favor da manutenção da central. A actual guerra do gás entre Moscovo e Kiev é um dos argumentos, mas não só. Vilnius não esquece o fecho do oleoduto de Druzhba, que abastecia a refinaria de Mozeike.
Mas o maior problema, explicam os responsáveis, prendem-se com a incapacidade de abastacer a região em termos de gás e de electricidade. Darius Montvila, adianta, “não conseguiremos estar prontos com estas pontes, tecnicamente falando, na altura em que a central nuclear de Ignalina for desmantelada. Estamos a cumprir os prazos no que toca à preparação do encerramento. Mas a energia vai acabar por faltar porque as alternativas ainda não foram criadas.” A região Báltica tem em mão dois grandes projectos energéticos. Entre eles está a construção de uma ponte eléctrica com a Suécia e uma ligação à Polónia.
A Comissão Europeia já fez saber que está disposta a abrir os cordões à bolsa. Tudo para evitar que a central nuclear de Ignalina continue em actividade. O porta-voz da Comissão Europeia para a Energia, Ferran Tarradelas, refere que é possível dar mais dinheiro à Lituânia, mas lembra que o país já recebeu uma verba elevada: “Cerca de 500 milhões de euros até 2007 e existem mais 800 milhões referentes ao fundo de desmantelamento” acrescentando, que “a criação de infra-estruturas para a ligação báltica é uma prioridade. A Comissão está a ajudar a Lituânia, mas não pode ir contra o tratado de adesão.”
Ao todo quatro países estão envolvido na construção da nova central nuclear que vai substituir Ignalina. São eles a Lituânia, a Letónia, a Estónia e a Polónia. O objectivo é assegurar o abastecimento de energia na região Báltica. A central deve entrar em actividade em 2018.
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tags: Energia
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