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Apesar da Rússia ter cortado o fornecimento de gás à Ucrânia, o presidente Victor Youscheko mostra-se optimista quanto a um rápido desfecho da crise. O país avançou com novas propostas de compra de gás, próximas dos valores pretendidos por Moscovo. O chefe de Estado faz um apelo. “Acho que estamos muito próximos de um compromisso e gostaria que o presidente e o primeiro-ministro russos, bem como o lado ucraniano, ao nível negocial com a gazprom, para tudo fazerem no sentindo que concluírem as negociações”, disse.
A Ucrânia está disposta a pagar 235 dólares por cada 1.000 m3 de gás fornecidos, menos 15 dólares do que a Rússia pretende. Em contrapartida, Kiev aumenta ligeiramente a tarifa do trânsito do gás destinado à União Europeia.
O porta-voz da Gazprom anunciou esta quinta feira que o fornecimento de gás à Ucrânia foi interrompido por “não existir contracto”. Uma manobra que faz temer cortes nos países europeus importadores do combustível russo. Mas Kiev, que já declarou ter sentido uma baixa de pressão de gás dos gasodutos, garantiu não tocar no fornecimento europeu e que não vai ter problemas de gás. A Ucrânia terá reservas para vários meses.
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