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A Rússia cortou o gás à Ucrânia. Depois do fracasso nas negociações sobre as tarifas de distribuição para 2009, Gazprom ameaçou fechar as torneiras e esta manhã cumpriu a promessa.
A empresa russa exigiu à Ucrânia, numa primeira fase, mais de 400 dólares por mil metros cúbicos de combustível azul. Ainda ontem, o primeiro ministro Vladimir Putin baixou a fasquia para os 250 dólares, mas Kiev recusou a proposta.
O porta-voz da Gazprom explicou que a distribuição à Ucrânia está suspensa mas que o fornecimento para a Europa aumentou.
Passa pelo território ucraniano 80% do gás que a Gazprom vende à Europa, os restantes 20% atravessam a Bielorrússia.
A Ucrânia está neste momento a recorrer às reservas internas de gás para satisfazer as necessidades de todos os consumidores.
A Gazprom teme que se repita a guerra do gás em 2006, que depois de um corte no fornecimento, os ucrânianos puxem a distrinuição do combustível azul de forma ilegal, uma situação de prejudica os outros clientes.
Um habitante de Kiev tem esperança num acordo entre dos dois países mas receia que o preço do gás seja mais alto.
Uma outra residente confessa estar inquieta pois amanhã pode ficar sem aquecimento, sem nada.
Tanto a ucraniana Naftogas como a russa Gazprom querem chegar a um acordo, por isso representantes das duas empresas deverão reunir-se amanhã em Moscovo. A União Europeia pede que os compromissos sejam respeitados.
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