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Israel não vai parar os bombardeamentos nem mesmo para deixar passar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

O executivo hebraico recusou a proposta francesa de um cessar-fogo de 48 horas. Para o governo, trata-se de uma solução irrealista, pois se os ataques israelitas parassem, o Hamas iria recuperar algumas posições e atacar Israel.

Em cinco dias de bombardeamentos israelitas, já morreram quase quatrocentas pessoas. É o maior número de mortos provocados por ataques do exército hebraico desde a Guerra do Seis Dias em 1967.

A operação denominada “Chumbo Endurecido” provocou também mais de mil e 900 feridos.

O número de civis mortos é uma das premissas da guerra de propaganda no terreno.

A Agência da ONU para os refugiados palestinianos afirma que pelo 25% das 400 vítimas são civis. Fontes palestinianas afirmam que se registaram mais de 70% de vítimas mortais civis, pelo menos 42 são crianças. Israel, sobre os civis, diz apenas que fez o possível para evitar danos colaterais.

A Agência da ONU para os refugiados afirmou ainda que há 750 mil pessoas a precisar de ajuda urgente.

A ofensiva terrestre que todos esperam parece entretanto adiada devido ao mau tempo.

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tags: Israel, Médio Oriente