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A chegada do primeiro-ministro belga, Yves Leterme, ao palácio real esta manhã, em Bruxelas, deixava antever o anúncio de Alberto II sobre o futuro político do país.
Mas eis que 40 minutos mais tarde Yves Leterme saiu do palácio real sem fazer qualquer comentário. Pior ainda, o rei também não. Foi só ao final da tarde que o monarca aceitou oficialmente a demissão do primeiro-ministro, mas sem designar um sucessor.
A lentidão do processo abre as portas a todo o tipo de especulação. Enquanto os belgas sustêm a respiração para saber quem será o novo líder do executivo, novos nomes surgem para ocupar o cargo.
A presidente do partido democrata-cristão flamengo, Marianne Thyssen, uma das últimas personalidades a reunir-se com o rei, parece bem colocada para suceder interinamente ao também democrata-cristão Leterme.
O nome de Jean-Luc Dehaene, também ele um democrata cristão flamengo, circula nos bastidores da política belga desde o início desta terceira crise política belga em um ano. Dehaene exerceu o cargo de primeiro entre 92 e 99.
O ministro das Finanças, Didier Reynders, é uma personalidade política popular, mas o facto de ser francófono parece excluí-lo da liderança de um governo flamengo.
O mesmo acontece com Louis Michel, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e actual comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária.
Tudo leva a crer que o rei guardou o anúncio de quem será o futuro primeiro-ministro belga para o tradicional discurso de Natal no dia 24 de Dezembro.
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