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Tão tradicional como o Natal, todos os anos, em Dezembro, os ministros das pescas da União reúnem-se para uma maratona negocial de dois dias. Sexta-feira, os Vinte e Sete deverão ter chagado a um acordo sobre as taxas de captura ou os dias de faina autorizados.
Mas este ano, a reunião de Bruxelas é marcada pela polémica em torno da rejeição do peixe. ONG como a WWF, que organizou mesmo uma manifestação, denunciam as enormes quantidades de peixes devolvidos ao mar – seja porque não correspondem à calibragem esperada, porque pertencem a uma espécie cujas quotas já foram ultrapassadas ou porque não são vendáveis. Uma rejeição que, segundo as estimativas não governamentais, pode atingir 60% dos peixes capturados.
No acordo de pescas já alcançado entre a União e a Noruega, por exemplo, este país extra-comunitário impôs aos pescadores europeus a utilização de redes de pesca mais selectivas e o encerramento de certas áreas sensíveis do Mar do Norte, povoadas de jovens peixes. As ONG esperam agora que estes métodos se alargem a outras áreas de pesca.
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