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As organizações caritativas são as últimas vítimas da fraude milionária provocada por Bernard Madoff, o corretor norte-americano, ex-presidente do Nasdaq. Depois de instituições como o Royal Bank of Scotland, o britânico Man Group, o japonês Nomura, o francês Naxitis, ou o espanhol Santander, multiplicam-se as fundações, na maioria de apoio à causa judaica, a revelar terem colocado dinheiro em fundos de investimento geridos por Madoff.
Um dos responsáveis por um centro de apoio aos Judeus acredita que o corretor sofre de Transtorno de personalidade anti-social, tem desprezo pela humanidade. Também a fundação do realizador Steven Spielberg relevou perdas consideráveis devido às ligações aos fundos fraudulentos. Há alguns anos, Madoff, num programa de televisão assegurou que era virtualmente impossível desrespeitar as regras. É algo que o público não compreende, disse, é impossível que as violações das regras continuem indefinidamente no tempo sem serem detectadas.
O esquema de Madoff terá provocado prejuízos aos investidores de quase 40 mil milhões de euros. Em Portugal todas as instituições foram notificadas para declarar a exposição directa ou indirecta aos fundos. Até agora apenas o Santander Totta revelou uma exposição de 16 milhões de euros.
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