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Depois dos Estados Unidos, foi a vez da Suécia aprovar um pacote de apoio à indústria automóvel. O Estado sueco vai dar aos fabricantes de automóveis um crédito de 25 mil milhões de coroas, o equivalente a 2,4 mil milhões de euros.

Estocolmo descarta, no entanto, a possibilidade de entrar no capital da Volvo ou da Saab. “Estes fundos vão ser entregues com o objectivo de assegurar os projectos de pesquisa e desenvolvimento destes fabricantes. Servem também para assegurar que a produção continua a fazer-se na Suécia”, disse o ministro das Finanças, Anders Borg.

Tanto a Volvo como a Saab pertencem a grupos norte-americanos – a Ford e General Motors. Por culpa da crise que está a afectar o sector, as casas-mãe decidiram pôr estas duas empresas à venda.

As construtoras alemãs também querem mais dinheiro, mas desta vez pedem dólares ao governo norte-americano. A federação alemã do sector diz que as empresas, como a Daimler ou a BMW, que têm fábricas nos Estados Unidos devem também receber uma parte do dinheiro do congresso. “Não se pode eliminar nenhum cenário, no mercado automóvel. A crise pode durar até ao próximo ano e então será preciso fazer mais ajustamentos na produção, o que aumenta os riscos para o emprego”, diz o analista Willi Diez.

Da Suécia e da Alemanha para a Espanha. Aquela que é a terceira maior indústria automóvel da Europa, com 70.000 trabalhadores, está a passar por uma crise. As paragens obrigatórias no trabalho são agora frequentes.

Valladolid, onde há uma fábrica de motores da Renault, foi palco de uma manifestação contra estas paragens. A fábrica de Sevilha, que faz caixas de velocidades para a mesma marca, anunciou uma paralisação até ao dia sete de Janeiro.

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tags: Automóveis, Crise financeira, Economia