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Na Alemanha, no meio da crise, há quem vá receber uma prenda por parte do fisco.
O estado vai reembolsar três mil milhões de euros aos contribuintes, depois de um tribunal ter declarado a inconstitucionalidade do decreto que acabou com o abatimento fiscal dos trajectos entre a casa e o trabalho.
“Toda a gente sabia que era contra a constituição, mas não podíamos fazer nada. Ainda bem que o tribunal nos apoiou. Significa que há uma instituição que ouve o que o povo tem para dizer”, diz um condutor.
Até 2007, estas despesas podiam ser descontadas nos impostos, até que o governo tomou a medida impopular de acabar com a redução.
O ministro das Finanças garante que não vai haver contrapartidas: “Não vamos buscar o dinheiro a outro lado. Não é possível, dada a conjuntura actual. Não quero que os trabalhadores tenham a impressão de que vamos criar outras medidas para que haja novas fontes de receita fiscal”, disse Peer Steinbrueck.
O homem a quem muitos alemães vão agradecer esta medida é Heino Hambrecht, um padeiro do sudoeste do país.
Todos os dias, faz 70 quilómetros para chegar à padaria onde trabalha, o que lhe custa mais de 470 euros por ano. Dinheiro que agora, tanto ele como muitos compatriotas, vão ver descontado dos impostos.
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