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A violência não vai travar a construção da rede ferroviária de alta velocidade no País Basco.
A garantia foi dada pelo governo espanhol em resposta ao último atentado, alegadamente, atribuído, à ETA.
Ignacio Uria, um empresário de 71 anos envolvido na construção troço ferroviário basco foi, ontem, morto a tiro na província de Guipuzcoa.
O porta-voz dos empresários bascos, Eduardo Zubiaurre, críticou esta quarta-feira, a postura daqueles que procuram destruir o país recorrendo à violência.
Caso se confirme o envolvimento da ETA, Uria é a quarta vítima mortal da organização este ano.
O empresário tinha sido já ameaçado devido ao projecto ferroviário. Uma obra que segundo a ETA aumenta a dependência económica da região face ao governo central
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, mostra-se determinado em continuar com o comboio de alta velocidade, um projecto que considera ser vital para Espanha e para a ligação do País Basco à Europa.
O projecto visa não só unir as três capitais bascas, como também ligar as cidades a Madrid e a França.
Em 2007 vários veículos da empresa da vitima mortal tinham sido já vandalizados.
Num dos últimos comunicados, a ETA classificava o comboio de alta velocidade como um projecto alheio aos interesses do País Basco.
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tags: Terrorismo
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