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A força multinacional que combate os piratas ao largo da Somália parece ter as mãos e os pés atados. Na quarta-feira, o navio de guerra Absalon abordou alegados piratas, mas as tropas dinamarquesas, que comandam a força, não puderam sequer entrar na embarcação suspeita.
Os soldados não estão autorizados a deter alegados piratas, embora tenham a certeza que foram estes os homens que, no passado domingo, tentaram assaltar um cruzeiro de luxo.
Em Setembro, os dinamarqueses capturaram dez homens suspeitos de serem piratas no Golfo de Aden. Nas duas embarcações onde seguiam havia escadas e outros materiais para entrar em navios, bem como lança-roquetes, armas automáticas e granadas.
No entanto, quase uma semana após as detenções, o comando da força naval concluiu não ter jurisdição para processá-los. Viu-se então obrigado a soltar os alegados piratas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês já discutiu o problema com os colegas da NATO. Per Stig Moeller entende que é necessária uma clarificação legal acerca de quando se pode intervir e de como tratar os piratas.
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