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Cerca de 100 países vão assinar, na quarta-feira, um tratado internacional para banir as bombas de fragmentação, que já mataram e mutilaram dezenas de milhares de pessoas.
O tratado surge 11 anos depois da Convenção de Ottawa, que baniu as minas terrestres.
A Oslo, onde vai ser assinado o tratado, chegou, na terça-feira, o Ban Bus, um autocarro que fez campanha pelo convénio, percorrendo mais de dez mil quilómetros no continente europeu.
Os maiores produtores de armas – Estados Unidos, China e Rússia – não vão assinar a convenção.
Uma bomba de fragmentação é um cilindro rígido de metal que se quebra, libertando várias bombas menores. Lançada de média ou grande altitude, pode afastar-se bastante do alvo. Cerca de 5% das munições libertadas não explodem de imediato, podendo causar acidentes vários anos depois.
Entre 1964 e 1973, as forças norte-americanas lançaram 260 milhões de munições de fragmentação sobre o Laos. Até agora menos de um por cento delas foi desactivado. 11 mil pessoas morreram.
É, por isso, que nas escolas no Laos as bombas de fragmentação fazem parte do programa. As crianças aprendem a caminhar correctamente, já que as munições podem estar em qualquer lugar, mesmo no caminho para a escola.
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