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O primeiro-ministro tailandês foi excluído da vida política por cinco anos. O veredicto da justiça foi celebrado com euforia pelos manifestantes anti-governo. Os apoiantes da Aliança do Povo para a Democracia prometeram abandonar o aeroporto já amanhã. Mas a decisão da justiça não agradou aos apoiantes do governo que estavam reunidos no exterior do tribunal. Os manifestantes chegaram mesmo a cortar a electricidade do edifício. A intervenção do exército pôs fim ao protesto. Três partidos, incluindo o do primeiro-ministro foram considerados culpados de fraude nas eleições de Dezembro de 2007.
Os deputados da coligação governamental já criaram um novo partido e deverão eleger um novo chefe de governo na próxima semana. O primeiro-ministro Somchai Wongsawat é acusado de ser um peão do antigo líder no exílio, Thaksin Shinawatra, de quem é cunhado. O seu governo foi ficando cada mais isolado. O exército recusou-se a intervir para pôr fim às manifestações. O rei, que é venerado pela maioria da população, absteve-se de tomar posição.
Esta terça-feira, como manda a tradição, o monarca passou em revista as tropas em Banguecoque. O rei Bhumibol lançou um apelo à calma face aos receios que o conflito entre opositores e apoiantes do governo degenere em violência.
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