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Nos Estados Unidos, começou a corrida às compras de Natal. Hoje foi o dia conhecido como “Black Friday”, ou seja, a sexta-feira seguinte ao Dia de Acção de Graças, em que arrancam as promoções de Natal e os consumidores invadem as lojas.
Quem passeasse hoje pelos corredores do Macy’s, em Nova Iorque, dificilmente diria que se está a viver uma crise. As pessoas amontoam-se para comprar os artigos que querem, antes que esgotem.
Os números das vendas da “Black Friday” são um dos indicadores mais importantes para avaliar a saúde do sector do comércio, na América. Este é, tradicionalmente, o dia em que a grande maioria das lojas começa a fazer lucro.
Mas não se pense que a loucura atinge só as grandes metrópoles. Na pequena cidade de Wrentham, no Estado do Massachussets, a fila à porta do centro comercial começou ainda de madrugada. Os clientes fizeram até pique-niques, para passar o tempo.
As imagens podem, no entanto, enganar. Toda esta euforia não significa, necessariamente, mais dólares gastos. Os analistas prevêem os piores números de vendas os últimos 18 anos. Tudo, claro está, por culpa da crise.
Muitas lojas abriram e começaram os saldos durante o feriado de ontem, para captar mais cedo os clientes.
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