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O primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, demitiu o chefe da polícia nacional.
A imprensa tailandesa afirma que o general Patcharawat Wongsuwan se recusou a reprimir os protestos contra o governo e foi transferido para um cargo menor.
Um porta-voz do executivo confirmou que a saída do chefe da segurança nacional se deveu ao seu desempenho durante a crise actual.
Entretanto, o primeiro-ministro desmentiu que as forças da ordem pretendem recorrer à força:
“Não se preocupem. As forças de segurança usarão meios pacíficos. Não temos intenção de magoar quem quer que seja ou de usar a violência. Somos todos tailandeses. Haverá negociações e faremos tudo o que for apropriado para resolver a situação”.
A Tailândia enfrenta a pior crise política das últimas décadas.
Milhares de manifestantes cercam o aeroporto desde terça-feira. Há meses que os apoiantes da Aliança do Povo para a Democracia, uma coligação de vários grupos da oposição, se manifestam nas ruas de Banguecoque.
O acesso aéreo à capital está cortado. Milhares de turistas aguardam há quatro dias o fim da crise para poderem viajar. Perante o actual impasse, as autoridades estão a transportar os passageiros para o aeroporto de U-Tapao, a 150 quilómetros da capital.
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