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Desde do final da noite de ontem, que o centro turístico e financeiro de Bombaim se tornou na “zona zero” de um dos mais mortíferos atentados dos últimos anos no país.
Dezenas de homens armados com metralhadoras e granadas de mão irromperam ontem em 10 zonas diferentes da cidade. Dois hotéis de cinco estrelas – o Taj Mahal e o Obéroi – um hospital, uma estação de comboios, um café frequentado por turistas e um centro judaico, foram alguns dos alvos.
Com idades entre 20 e 25 anos, os atacantes dispararam à queima-roupa sobre dezenas de pessoas, lançaram granadas, criaram o pânico e deflagraram incêndios em vários edifícios.
Dentro dos dois hotéis vão exigir os passaportes dos clientes. Britânicos, norte-americanos e israelitas tornam-se reféns, a trocar por militantes islamitas detidos pelas autoridades indianas.
O exército e a polícia mobilizam-se em torno dos edifícios, recusando quaisquer negociações.
Os confrontos que se prolongam durante a noite vão fazer pelo menos 11 mortos entre os agentes da autoridade, pelo menos 7 atacantes vão ser neutralizados, quatro seriam bombistas suicidas.
As autoridades indianas atribuem os ataques aos “Mujaidines do Decão”, associados ao Movimento Estudantil Islâmico, uma organização proibida no país, com ramificações no Paquistão e Bangladesh.
O regresso do grupo, acusado dos atentados que há dois anos provocaram mais de 180 mortos nos comboios suburbanos de Bombaim, ameaça aumentar a pressão sobre o governo acusado de ter descurado, desde então, a ameaça terrorista.
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