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A situação no Tibete volta a inflamar as relações entre a China e a União Europeia.
Pequim decidiu anular a cimeira bilateral anual agendada para o início de Dezembro, em França, em protesto contra os encontros previstos entre vários responsáveis europeus e o Dalai Lama.
O presidente francês Nicolas Sarkozy, que assume a presidência rotativa do Conselho da União, afirmou já que vai manter o encontro com o líder espiritual tibetano, agendado para dia 6 de Dezembro na Polónia.
Pequim deixa entender que a situação poderá afectar as discussões sobre a crise económica.
A pressão da China durante os Jogos Olímpicos tinha levado o presidente francês a evitar encontrar-se com o responsável tibetano em França, em Agosto passado, tendo enviado a primeira-dama, Carla Bruni.
Sarkozy tinha feito depender a sua presença em Pequim da reabertura das negociações de paz entre os líderes tibetanos e o governo chinês, que entretanto se mantêm num impasse.
A Chanceler alemã, Angela Merkel, tinha conhecido a outra face da moeda da diplomacia chinesa, que anulou várias reuniões bilaterais, em Setembro, depois da recepção do Dalai Lama em Berlim.
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