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É na Rua de Solférino, em Paris, sede do Partido Socialista francês, que a chamada comissão de “recolagem” joga, esta terça-feira, a última cartada para tentar manter a segunda formação política de França unida antes de um eventual recurso à justiça.
Em causa está a diferença de 42 votos que ditou a vitória para a liderança do PS de Martine Aubry sobre Ségolène Royal.
Os militantes da antiga candidata à presidência gaulesa falam de fraude, versão desmentida por Bruno Leroux. Para o deputado socialista, membro da comissão especial, “na grande parte das federações para não dizer na sua quase totalidade, o voto correu de forma incontestável.”
Esta segunda-feira, Ségolène Royal voltou a defender “uma saída serena, inteligente, de responsabilidade e de apaziguamento” que passa por “dar mais uma vez a palavra aos militantes.”
Martine Aubry, que tem optado pelo silêncio, referiu apenas não ver qualquer motivo para que se organize uma nova votação.
Os órgãos do Partido Socialista francês deverão validar oficialmente esta terça-feira os resultados do escrutínio.
Ségolène Royal já afirmou que vai contestar os resultados nos tribunais.
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