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Hugo Chavez não é candidato, mas comportou-se como tal na campanha para as eleições municipais e regionais de domingo. É que os resultados do escrutínio vão mostrar até que ponto os cidadãos estão ou não com o Presidente da Venezuela.
Em 2007, cerca de 50 por cento dos eleitores disseram não à reforma constitucional proposta por Chavez, que, entre outras coisas, acabaria com a limitação do número de mandatos presidenciais.
No domingo, o Presidente da Venezuela vai de novo a votos, ainda que aquilo que leva os cidadãos às urnas seja a eleição de governadores, presidentes de Câmara e dos Conselhos Regionais.
“Se Chavez tem razão em alguma coisa é que se os candidatos fossem deixados à sua própria sorte, não ganhariam sequer um lugar. Os votos são para Chavez. Eles admitem isso e Chavez sabe-o. É por isso que ele está a fazer campanha desta forma. Chavez é candidato a 23 cargos de Governador”, diz o analista poítico Teodoro Petkoff.
Há quatro anos, os partidários do Presidente perderam apenas em dois dos 23 Estados venezuelanos, mas outros quatro estão agora nas mãos de dissidentes do chavismo.
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